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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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E SE OS CANDEEIROS DE RUA TAMBÉM SERVISSEM PARA CARREGAR O CARRO?

Mäyjo, 10.07.17

Ubitricity estacao carga

O carregamento é sem dúvida um dos maiores problemas de quem tem um veiculo eléctrico. Sobretudo para quem não tem uma garagem com uma tomada. Existem as estações de carga na rua, claro (muito económicas até agora), mas faltam lugares, e vão faltar cada vez mais à medida que o número de Veículos Eléctricos (VE) aumenta.

 

Daí a genialidade desta solução agora encontrada, aproveitando os postos de electricidade normais para carregar os VE. E, como tudo é circular, a medida só se tornou possível com as novas luzes LED, que consomem menos energia, libertando-a para outros usos.

Assim, conseguem-se aumentar em muito os lugares de estacionamento, gastando apenas uma fracção dos custos: a agência de notícias Reuters fala em 500 a 800 euros, por oposição a uma estação dedicada de 10 000 euros.  E existem mais vantagens: como são estações de carregamento “normal” (seis a oito horas para a carga completa) facilitam a gestão energética das cidades e permite que as novas estações dedicadas sejam ultra rápidas.  

Ubitricity estacao carga1

Tudo esse deve à tecnologia de uma empresa alemã, Ubitricity, como diz o co-fundador Knut Hechtfischer “Isto é uma coisa que, neste momento mais ninguém consegue fazer porque ninguém tem carregadores tão pequenos como os nossos”.  Isto porque a Ubitricity passou parte da tecnologia necessária para o cabo, que deve ser adquirido pelo consumidor, para saber por exemplo quem consome o quê, para que sejam debitados os valores correctos às pessoas certas.  

OITO QUILÓMETROS DE CICLOVIA SERÃO CONSTRUÍDOS EM 2017 JUNTO AO RIO ARDA, EM AROUCA

Mäyjo, 14.03.17

ciclovia

Dois milhões de euros serão investidos pelo município de Arouca na criação de uma ciclovia que irá ligar o centro histórico da vila a várias freguesias que ficam lado a lado com o rio Arda.

 

Com oito quilómetros de comprimento e 2,5 metros de largura, a nova ciclovia irá ligar Arouca, Santa Eulália, Urrô, Várzea, Rossas e Tropeço, numa infra-estrutura que permitirá a circulação simultânea de velocípedes e peões.

Financiado em cerca de 85% por fundos comunitários, este investimento do município de Arouca irá contemplar igualmente a limpeza das margens do rio Arda, bem como a reabilitação de regadios tradicionais, moinhos e azenhas de azeite.

Com início previsto para meados de 2017, e com a data de conclusão estimada no decorrer de 2018, José Artur Neves, presidente da autarquia de Arouca, acredita que a nova ciclovia, bem como o restante projecto, será “bem aceite pela população local, já que, além de valorizar as margens do rio, é um incentivo a hábitos de vida mais saudáveis”.

Também com o objetivo de incentivar hábitos de mobilidade alternativa desde tenra idade, a nova ciclovia passará à porta das escolas da localidade, que assim poderão crescer com hábitos mais conscientes no futuro, ao mesmo tempo que no presente se evita a presença de automóveis a emitir CO2 no centro da vila.

Foto: Christyam de Lima / via Creative Commons

 

PORTUGAL: ELÉTRICOS E HÍBRIDOS JÁ CORRESPONDEM A 1,9% DO PARQUE AUTOMÓVEL

Mäyjo, 10.03.17

Electric Car charging point

Com as vendas de carros a subir para valores que não se registavam desde 2010, o parque automóvel português, um dos mais velhos da Europa, vai rejuvenescer. Os híbridos e os eléctricos estão a ter cada vez mais procura.

 

Em 2014 Portugal era, de acordo com estatísticas recolhidas através das marcas e disponíveis para 18 países, o quarto país europeu com carros mais velhos em circulação. Segundo a ACAP – Associação Automóvel de Portugal, a antiguidade do parque automóvel voltou a subir em 2015, mas 2016 foi ano de viragem.

Só entre Janeiro e Outubro, de acordo com esta associação, foram vendidos 200 mil novos veículos ligeiros, um volume de vendas que não se verificava desde 2010. Esta inversão de tendência foi acompanhada com uma novidade: entre Janeiro e Setembro foram vendidos 3567 veículos verdes, o correspondente a 1,9% do mercado total, uma percentagem que nunca foi atingida antes.

Foto: via Creative Commons 

As trotinetes eléctricas do início do século XX

Mäyjo, 21.02.17

trotinete_aa

A mulher que vemos a andar de trotinete elétrica, nesta foto de 1916, é Florence Priscilla, ativista britânica pelo sufrágio feminino e socialite londrina, que costumava passear pelo centro da cidade com este meio de transporte.

 

Florence, mulher de Sir Henry Norman, recebeu esta trotinete de presente de aniversário, esta foi uma das primeiras trotinetes com motor eléctrico do Reino Unido. Na verdade, há mais de 100 anos que as trotinetes eléctricas existem – veículos com uma placa plana sobre rodas, com uma longa alça na frente e impulsionados pelo pé – mas elas eram, originalmente, vendidas como brinquedos para crianças.

Fabricadas em Nova Iorque e na Alemanha – pela Krupps – as trotinetes eléctricas foram inicialmente testadas pelo serviço postal norte-americano, como forma de transporte rápido para envio urgente de encomendas. A trotinete dobrável teve sucesso imediato, por outro lado, junto dos gangs nova-iorquinos, que as usavam para fugir da polícia por becos estreitos.

Durante toda a década de 10 do século passado, outros fabricantes desenvolveram veículos idênticos: a ABC Motorcycles produziu a Skootamota, que tinha uma velocidade de 24 km/h; e a The Gloster Aircraft Company lançou a Reynolds Runabout em 1919, seguida da Unibus em 1920 – esta última era promovida como um “carro em duas rodas”.

Muitos destes designs eram instáveis, desconfortáveis e difíceis de conduzir, pelos que as duas décadas seguintes foram profícuas em refinamentos dos veículos, incluindo luzes e travões mais eficientes, mudanças e suspensões. Cem anos depois, os veículos elétricos voltam a estar na moda.